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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Por que o Dia da Consciência Negra incomoda a tanta gente?

Consciência subentende identidade, saber-se quem é! Seu espaço na sociedade. Sua participação, seus pontos fortes e fracos. Entender a si próprio! Tudo isso vai contra ao modelo que está aí há séculos. Toda sociedade brasileira funciona em torno de um sistema que se beneficia de o negro não ter autoestima. A posição do negro é periférica ou marginal: os modelos de beleza não os incluem, de bem sucedido também não. Negros estão morando, em geral, nos piores bairros, estudam nas piores escolas, tem os piores empregos ou os piores cargos com os mais baixos salários. Ao negro conscientizar-se estará buscando o seu espaço justo na sociedade.  E isto incomoda - e muito - aos que sempre se beneficiaram desta situação!

Parabéns a TODOS OS NEGROS PELO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA! E que haja consciência, não só dos negros!

sábado, 30 de agosto de 2014

Macaco Novamente? Exposição do Eu!


                                      Ah! Se Eu Soubesse!

Quando articulei, com os meus lábios, o desprezo a você.

Não sabia que estava desprezando a mim mesmo!

Oh! Como eu teria pensado muitas vezes antes, se o soubesse!

Aquele desprezo estava guardado dentro de mim!

Na verdade me foi passado como herança.

Os lábios foram apenas a saída.

Já que o desprezo, o asco há muito estavam guardados em meu coração!

O constrangimento de expô-los, eu só sentia porque no fundo, bem lá no íntimo, aquele desprezo era por mim mesmo (eu ainda não tinha consciência).

Pensei: “Aproveitarei do anonimato das massas (como quem participa de um linchamento) e despercebida entre a multidão, com toda força dos meus pulmões gritarei e exporei o meu desprezo.

Depois, ficarei escondida no meu cantinho impunemente, seguirei  minha vida”!

Mas, esqueci-me de uma coisa: O mundo moderno tem olhos voltados para quase todos os cantos, os quais, também têm o poder de esparramar em segundos as imagens mundo a fora!

Então, na minha inocência, externei o desprezo com toda força dos pulmões: “MAAA-CAAA-COOO!” 

E encolhi-me, cautelosamente, entre os que, até então, considerava como sendo meus iguais, meus cúmplices silenciosos!

Descobri assustada que: aqueles olhos de águia haviam me capturado! Senti-me, nua, exposta!

Vi que: na verdade eu havia discriminado e desprezado a mim mesmo!

Conclusão:

Quando respeitamos e valorizamos nossos semelhantes, estamos valorizando e respeitando a nós mesmos!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Copa do Mundo de 2014 e o Racismo


Olhe cuidadosamente, meticulosamente, quando estiver assistindo aos jogos da Copa do Mundo pela TV, verifique  quantos negros ou mulatos há na plateia, nas arquibancadas.

Não, não tem. Parece até não se tratar de público brasileiro! Ou ainda, parece não estar no Brasil!

Ou será outro Brasil?

Um Brasil seleto.

Pergunta-se: Mas como?

Como selecionar pessoas para a compra de ingressos para um evento de tamanha magnitude?

Na verdade; os que foram atrás dos ingressos  já eram seletos.

O que se vê na Copa do Mundo no Brasil (A COPA DAS COPAS)
é uma amostra gigantesca de tudo o que tem sido exposto através deste blog. Quer entender melhor? Leia este trabalho do início ao fim. Depois, observe os vários aspectos citados nele que são perceptíveis no ambiente da Copa do Mundo. É uma amostra muito representativa e fiel para pesquisa de campo sobre: Características socioculturais brasileiras relacionadas ao racismo.

ALGUNS PONTOS A SEREM OBSERVADOS:

·        Nos estádios praticamente não há negros.

Onde torcem os negros para o "Seu Brasil"?  Geralmente nas ruas, bares, casas, etc. (Veja o público das ruas mostrado na TV como é muito mais heterogêneo que o dos estádios.)

·        Mascotes que acompanham aos jogadores na entrada. Percebe-se que a maioria deles é formada de crianças brancas. Mesmo sendo grande número de jogadores negros, tanto brasileiros quando de outros países. Por que não há uma quantidade bem representativa de crianças negras e morenas entre as mascotes?  Mesmo que conforme dizem: tenham sido escolhidas, as crianças, por concurso. Seja lá qual tenha sido o critério para a escolha: Por que negros não estavam lá? Onde? (em que lugar?) No local da "oportunidade"!  O racismo afasta as pessoas da oportunidade, às vezes por anos, décadas, gerações. A oportunidade mora longe! Então, faz-se o concurso, de maneira “justa” democrática, lá onde está a oportunidade! A mesma coisa ocorreu com os ingressos que foram vendidos de maneira justa também. Mas, onde está a oportunidade!


Conclusão:
A situação criada em função da Copa do Mundo é uma amostra representativa, muito interessante do que É REALMENTE O BRASIL. Não do que as pessoas falam, mas do que se mostra de fato, de maneira inquestionável. É terreno fértil para pesquisas!

Boa Copa! E que vença a verdade!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dia da Consciência Negra - Data de Reflexão para Toda a Sociedade Brasileira


  Dia da Consciência Negra
  Consciência do negro
Consciência como negro
Consciência com o negro
Consciência do que é o negro
Consciência de como é ser negro
É uma data linda!
  É um dia de reflexão
para toda a sociedade brasileira!

domingo, 16 de junho de 2013

4. PORQUE O DEBATE SOBRE O RACISMO É LEGÍTIMO E SALUTAR

Passadas  várias gerações sem ter havido uma abertura “cultural” para se falar sobre o racismo no Brasil. Pois, o assunto era tabu até  uns dez anos atrás. (Ainda é tratado com muito melindre ou omitido em algumas esferas sociais). Está havendo um debate tímido ainda, mas que já faz muita diferença.  Os sites de relacionamentos têm importante parte nisso, com uma comunicação independente desabrochando, “sem atravessadores.”
À parte alguns casos, muitos brancos  terão boa vontade em dialogar, compreender e cooperar com combate ao racismo; na medida em que ele venha sendo decifrado. E, no caso brasileiro, a própria compreensão honesta do racismo será o início do combate!

A postura de muitos em relação ao racismo é simplesmente: “Se eu não falar sobre ele, ele não existe! Ou, mesmo com todas as evidências, eu jamais admitirei que ele exista!”
Ou, inda há aqueles que simplesmente o negam, maliciosamente, como uma forma de racismo. Seria um desprezo através da negação. Como aqueles que negam ter havido o holocausto contra os judeus. Algumas pessoas muito cultas, bem informadas, defendem de “unhas e dentes” a tese de que no Brasil não há racismo. Isso é lamentável e vergonhoso! Compreendem-se algumas pessoas simples, com pouco estudo, tendo opiniões do tipo: “Nunca fui discriminada. Nunca presenciei situação de racismo.” Pois, há uma pressão cultural para que elas não o percebam. Ou, caso contrário, não demonstrem a percepção.

                               Uma Situação Exemplo
Certo senhor visitava um parente, após longos anos. Caminhavam juntos pelo bairro no  qual ele morava. Onde  havia  comprado o terreno em loteamento há cerca de 15 anos atrás e construído sua casa. O bairro era popular, porém bom. Com boa infra-estrutura e saneamento. Ao término do passeio o morador perguntou ao visitante se havia percebido algo de particular ali.  Ele pensou... pensou... Como era muito determinado, pediu tempo para dar a resposta. Saiu novamente para fora da casa e percebeu que todas as crianças que estavam brincando naquela rua eram negras. Voltou e perguntou  ao parente se aquilo tinha alguma relevância em relação à pergunta feita.
Ele respondeu: "Sim! Quando, há quinze anos atrás, os terrenos aqui foram loteados.  Se o pretendente a comprador fosse negro, os vendedores diziam que todos os demais terrenos já tinham sido vendidos. Que só havia lotes à venda nesta rua. (A qual,  por características geográficas, é a pior do  bairro.) Todos os moradores daqui são negros e não há negros nas demais ruas."

O visitante perguntou-lhe se alguém havia questionado isso. Ele disse que não tinha conhecimento de ninguém que houvesse feito algo a respeito.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

3. OS Traços Negroides e a Escala Cultural de Oportunidades e Ascensão Social X Cor.


3)  Além do tom da cor, os traços *negroides também afetam a posição do indivíduo na escala.  
*(traços de negro)
Se uma pessoa estiver dentro dos níveis de “clareamento”  que vão de 03 a 07 (são mulatos ou pardos e morenos) terão menos oportunidades de inserção se tiverem lábios grossos, narinas largas e cabelos crespos. Estes traços podem ser a linha divisória entre um emprego  razoável ou medíocre.

Representação da Escala Cultural de Oportunidades de Ascensão Social X Cor:

0. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.10.

De 0 a 2 - Negros mais escuros: (chamados neste trabalho de inconfundivelmente negros).
De 3 a 5 - Mulatos: misturas de traços negroides, indígenas e europeus. Por exemplo: cabelos crespos e olhos claros;  lábios afilados e  cabelos crespos ou ondulados; olhos claros, narinas  largas e lábios grossos;  etc..
De 6. e 7 - Moreno claro: Pele morena clara, lábios e nariz finos, cabelos lisos ou ligeiramente ondulados. (Este grupo tem uma boa inserção social muito próxima ao grupo que vai de 8 a 10).
De 8. 9. e 10 - Inconfundivelmente brancos: cabelo preto, louro ou ruivo; olhos claros ou escuros, pele bem clara).

Estas divisões são imprescindíveis,  primeiro porque estão presentes na sociedade e segundo porque fazem muita diferença nas oportunidades individuais de inserção social. Por exemplo, num contexto social onde não haja muitos indivíduos dos níveis de 8 a 10. As melhores  oportunidades serão automaticamente passadas aos dos níveis de 6 a 7. E assim sucessivamente.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

2. RACISMO BRASILEIRO - Perfíl Único


                                 Racismo Empírico

1.   Perfil Único
O racismo no Brasil tem características culturais sem paralelos no restante do mundo. Sem picos de ataques colossais. Mas nem por isso menos cruel e violento.
A seguinte comparação ilustra bem o racismo na cultura brasileira: Um grupo de crianças brincando de roda. Segurando cada uma a mão da coleguinha  fortemente. Enquanto brincam e cantam, há  algumas crianças fora da roda. As quais se esbarram contra o círculo fechado de tempo em tempo; tentando romper a corrente formada pelas mãozinhas do grupo para participar da brincadeira.
Um adulto se aproxima e pergunta às crianças que fazem parte da roda: "Quem está excluindo as demais  crianças da brincadeira?"
A resposta de cada uma delas é imediata: "Não sou eu!" 
Talvez, a parte mais cruel do racismo nacional seja justamente o anonimato. Pois, é muito mais difícil lutar contra um inimigo desconhecido que contra aquele que se revela.
           2. A Gradatividade do Racismo
                                
                        1) O que é
                        2) Sua importância no Estudo sobre Racismo
         1) O que é Gradatividade do Racismo:
               O nível de exclusão social é proporcional ao escurecimento da pele.
A exclusão e discriminação é  gradativa de acordo com o tom da pele de cada pessoa (individualmente).

Nota: Pesquisadores e estudiosos do assunto deveriam levar mais em conta o fator gradativo.
Pele mais escura: maior exclusão. Mais brincadeiras  depreciativas ou apelidos chulos. Menos oportunidades de inserção social, etc.
Proporcionalmente ao “clareamento” da pele vem inserção social. Quem é “intermediário na cor”, geralmente, não tem grandes oportunidades. Porém, com grande esforço, pode conseguir algum espaço acima na Pirâmide Social.
Esta gradatividade pode ser percebida facilmente em várias áreas da sociedade. Por exemplo: na maioria das empresas você encontrará, “em termos gerais”: os de pele mais escura trabalhando na faxina e transporte de volumes ou qualquer outra atividade do mais baixo escalão e de menor remuneração.
Os de cor “intermediária” em trabalhos de nível médio e geralmente, internos, sem muito contato com o público.
Os de pele mais clara se encontram nas posições de mais destaque, exposição e melhor remuneração. Eles são, na maioria das vezes: o “Cartão Postal da Empresa”.
Será que os donos de tais empresas já pararam para pensar como se sentem seus clientes de cada um destes níveis? Que mensagem eles estariam passando?
          2) Sua Importância no Estudo Sobre o Racismo
          Há dois pontos principais que fazem, como já dissemos, o racismo brasileiro único é também muito cruel: o anonimato, e o segundo é  justamente a gradatividade.
Classificando-se os tons  da pele (apenas para  expor o que ocorre) em uma escala de zero a dez.
O zero como sendo a cor mais escura “bem negra” e o dez, o “bem alvo.”  Quanto mais próximo o indivíduo for do ponto zero, mais discriminado será. Menos oportunidades terá. Ele poderá ser discriminado por todos que estão na escala  acima dele. Pois, esta gradatividade dá oportunidade a um indivíduo de se sentir “menos negro” ou “quase branco” ou ainda “só um pouco negro”. Por isto também, um pouco melhor e com oportunidades também um pouco melhores.
Esta discriminação pode ser percebida inclusive dentro de uma única família. E a própria família vê que fulano ou sicrano tem mais oportunidade de ascensão social que o outro que é mais escuro. Também é uma das causas de muitas pessoas se identificarem como “brancas”, quando na verdade pertencem ao grupo intermediário na Escala Cultural de Oportunidades de Ascensão Social X Cor.
 Aqueles indivíduos que ficam na parte intermediária da escala: mais ou menos entre quatro e oito, (veja escala a baixo) têm grande chance de estar também, em posição intermediária em todos os setores da vida.
Lembrando que: em todos os casos tratados neste trabalho poderá haver exceções. Mas, são justamente elas que indicam os grandes potenciais que toda a sociedade brasileira tem perdido devido ao racismo. Ou, como alguns preferem,  devido à discriminação racial.  As exceções não devem servir de pretexto para que não seja feito nada. Mas, sim de incentivo para valorização de cada indivíduo independentemente de raça ou cor.
Pode parecer para alguns que os que estão na parte intermediária da Escala desfrutem de posição confortável.  Mas, não é verdade! Eles podem facilmente ter: dificuldade de identidade (que é característica fundamental para o desenvolvimento integral do indivíduo) baixa autoestima, desprezo ou dó dos que estão "posicionados na Escala" abaixo de si.  (Veja escala na próxima publicação)