terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Os Casos de Racismo contra Tinga no Peru e a Manicure em Brasília


                      Pessoas que se julgam superioras, na verdade, são tolas.

Nestes últimos dias vimos, infelizmente, dois casos berrantes de racismo:

·        O primeiro contra o jogador brasileiro Tinga, no Peru.
·       O segundo em que: uma senhora australiana em Brasília, foi à manicure e julgou que a profissional fosse  NEGRA demais  PARA FAZER-LHE AS UNHAS.
Ambos os comportamentos não passaram de: “assinatura do atestado de ignorância”!
1.     No primeiro caso, os torcedores que tiveram atitude tão grosseira ao imitar macaco, cada vez que o jogador negro tinha posse de bola, desconcentrando todo o time adversário,  além de outras implicações, foram covardes e desleais.
Ao zombarem de negros, eles se julgaram superiores. Mas, se fossem realmente superiores, teriam tal atitude? Não, de modo algum! Superioridade subtende nobreza de caráter! É claro que a cor da pele ou qualquer outro aspecto exterior não faz de uma pessoa superior ou inferior a outra. Mas, se houvesse tal possibilidade, não seriam os superiores leais e generosos? Em essência o que é superior é BOM ou ÓTIMO!  Então, tais pretensos superiores seriam bons, nobres de caráter e protetores com os supostamente inferiores que seriam mais frágeis.
Mas, no caso de parte da torcida peruana vê-se o contrário: eles foram grosseiros, não levando em conta nem mesmo a vergonha que trariam ao seu País. Pois, ficará para sempre a pergunta no ar: Que parte da sociedade peruana, aquele grupo de torcedores que chamou um homem negro de macaco representa? Eu, negro, se visitasse o Peru, país vizinho, como serei visto? Será que vários ali, me veriam com desprezo? Como são tratados os negros de lá?  Esse grupo de torcedores na verdade prestou um grande desserviço à sua nação!  O Tinga e a Causa Negra saíram dessa situação  FORTALECIDOS. Mas, e os tais torcedores? O que ganharam? Nada, creio que muitos deles terão vergonha de se identificar!
2.     Agora, falemos sobre a senhora australiana e a manicure negra: a senhora se julgou tão superior: disse que a manicure era negra demais para fazer-lhe as unhas. Como se a cor da manicure fizesse diferença nas unhas feitas! Essa senhora australiana demonstrou um grau de ignorância absurdo!
Em primeiro lugar, ela não se deu conta de que estava num país diferente do seu, numa cultura diferente da sua. E de que sua atitude teria um efeito BOMBÁSTICO! Pode-se dizer que ela DEU UM TIRO NO PÉ.  No Brasil tem-se o racismo “à moda da casa” que é um comportamento -geralmente- extremamente sutil. O comportamento da senhora australiana é culturalmente inaceitável aqui! Se ela fosse tão superior quanto pensa ser,  saberia disso! Se tiver a “coragem” de continuar vivendo no Brasil, após o ocorrido, será sempre apontada como: AQUELA QUE DISCRIMINOU A MANICURE NEGRA.
Conclusão:
Parte dos torcedores peruanos e a senhora australiana não são superiores, mas sim, IGNORANTES!

Um comentário:

  1. Perfeita análise e conclusões!
    Concordo com cada palavra, principalmente com a parte sobre a sutileza do racismo em nosso país, mesmo porque, fosse feito um rastreamento genético,não escaparia nenhum brasileiro, e os estrangeiros, quero dizer, aquele cuja árvore genealógica esteja localizada noutro continente, certamente teria uma boa dose de negroide em seu DNA, visto que a civilização terráquea teve seu início no continente Africano.
    Parabéns pelo texto 'Jerusa'Excelente!

    ResponderExcluir