sexta-feira, 14 de junho de 2013

3. OS Traços Negroides e a Escala Cultural de Oportunidades e Ascensão Social X Cor.


3)  Além do tom da cor, os traços *negroides também afetam a posição do indivíduo na escala.  
*(traços de negro)
Se uma pessoa estiver dentro dos níveis de “clareamento”  que vão de 03 a 07 (são mulatos ou pardos e morenos) terão menos oportunidades de inserção se tiverem lábios grossos, narinas largas e cabelos crespos. Estes traços podem ser a linha divisória entre um emprego  razoável ou medíocre.

Representação da Escala Cultural de Oportunidades de Ascensão Social X Cor:

0. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.10.

De 0 a 2 - Negros mais escuros: (chamados neste trabalho de inconfundivelmente negros).
De 3 a 5 - Mulatos: misturas de traços negroides, indígenas e europeus. Por exemplo: cabelos crespos e olhos claros;  lábios afilados e  cabelos crespos ou ondulados; olhos claros, narinas  largas e lábios grossos;  etc..
De 6. e 7 - Moreno claro: Pele morena clara, lábios e nariz finos, cabelos lisos ou ligeiramente ondulados. (Este grupo tem uma boa inserção social muito próxima ao grupo que vai de 8 a 10).
De 8. 9. e 10 - Inconfundivelmente brancos: cabelo preto, louro ou ruivo; olhos claros ou escuros, pele bem clara).

Estas divisões são imprescindíveis,  primeiro porque estão presentes na sociedade e segundo porque fazem muita diferença nas oportunidades individuais de inserção social. Por exemplo, num contexto social onde não haja muitos indivíduos dos níveis de 8 a 10. As melhores  oportunidades serão automaticamente passadas aos dos níveis de 6 a 7. E assim sucessivamente.

6 comentários:

  1. Jerusca, boa tarde !
    Meu nome é Paulo Afonso e possuo uma confecção e minha marca voltada para o público fitness, porém tenho um plano de negócios prestes a ser posto em ação, da criação de uma grife de camisas que tragam nas estampas, a cultura afro.
    Quero parabenizá-la pelo blog e dizer que aproveitarei mto suas publicações !
    afonso_seap@hotmail.com

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  2. Muito Obrigada, Paulo! Fico Feliz que o blog esteja sendo útil.

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  3. Essa escala, explicações com base no domínio europeu de etnia e combinação com oportunidade de emprego... Dá-me vontade de rir, mas fico apenas triste de ver como essa visão está errada. Eu sou branco, louro e tenho olhos claros e nunca me benegiciei de meus traços físicos europeus nessa sociedade corrupta, que só leva realmente em consideração o QI (quem indica). No Brasil, quem não tem padrinho, morre pagão. Não importa a cor da pele, o tipo de cabelo nem a cor dis olhos. O que importa é se a pessoa vai aceitar viver sem escrúpulos, para penhorar-se num favor que lhe será cobrado sob forma de escravidão. Em sociedades altamente clientelistas como a brasileira, não há realmente muito espaço pata meritocracia. Só depois de os resultados dos QIs serem ruins, é que, aos poucos, a sociedade vai compreendendo que clientelismo faz mal a todos nós. Mas o brasileiro, desnutrido que é e cego pelo populismo por ele mesmo eleito, vai ter de comer muito arroz com feijão, até aprender a respeitar o outro como pessoa, e isso nada tem a ver com traços étnicos, trm a ver com valores bem mais complexos baseados na ética, de que esse País é muito carente.

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  4. Essa escala, explicações com base no domínio europeu de etnia e combinação com oportunidade de emprego... Dá-me vontade de rir, mas fico apenas triste de ver como essa visão está errada. Eu sou branco, louro e tenho olhos claros e nunca me benegiciei de meus traços físicos europeus nessa sociedade corrupta, que só leva realmente em consideração o QI (quem indica). No Brasil, quem não tem padrinho, morre pagão. Não importa a cor da pele, o tipo de cabelo nem a cor dis olhos. O que importa é se a pessoa vai aceitar viver sem escrúpulos, para penhorar-se num favor que lhe será cobrado sob forma de escravidão. Em sociedades altamente clientelistas como a brasileira, não há realmente muito espaço pata meritocracia. Só depois de os resultados dos QIs serem ruins, é que, aos poucos, a sociedade vai compreendendo que clientelismo faz mal a todos nós. Mas o brasileiro, desnutrido que é e cego pelo populismo por ele mesmo eleito, vai ter de comer muito arroz com feijão, até aprender a respeitar o outro como pessoa, e isso nada tem a ver com traços étnicos, trm a ver com valores bem mais complexos baseados na ética, de que esse País é muito carente.

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  5. Eduardo, muito obrigada por sua opinião. Quando se fala da discriminação de negros, não significa que não haja outros tipos e níveis de discriminação ou faltas de oportunidades. Porém, a falta de oportunidade para pardos e negros é: maciça, estatisticamente comprovada e internacionalmente reconhecida.

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  6. Eduardo, mesmo respeitando seu ponto de vista, como todos os demais, precisamos ser enfáticos quando abordamos esse tema, pelo fato de que somente quem viveu na pele, no sangue e na alma a negritude e suas consequências tem de fato condições de externar de forma legítima; da mesma forma que os povos indígenas, os deficientes das diversas mazelas, os favelados, as vítimas de violências sexuais, domésticas, e assim por diante, cada qual dentro do seu grupo. Quando generalizamos estamos falando claro de um modo geral e aí sim sua fala coaduna, e concordo plenamente que a humanidade como um todo carece urgentemente de mais humanidade. Porém é fato que isso não depende de governos, mas sim de um trabalho de conscientização individual de cada ser humano, isso implica em evolução; O que cada um vai conquistando a duras penas e paulatinamente.
    Acredito que dia virá em que toda a Terra seja morada de homens e mulheres melhores, onde os princípios básicos sejam tão natural quanto respirar! Eu creio nisto, mesmo que demore mais do que possamos imaginar!
    Abraço!

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