segunda-feira, 29 de julho de 2013

Porque Negros se Submetem ao Racismo


                                                        (Algumas sugestões)

1.   Constrangimento.
2.   Necessidade de se adaptar para sobreviver.
3.   Achar que: o que ouvem ou percebem são fatos.  Que nada poderia ser feito a respeito. Muitos negros são submetidos a situações racistas desde que nascem. Eles não conhecem outra coisa.

Por exemplo: Qual brasileiro já ouviu dizer que: lábios grossos são bonitos (EM NEGROS)? Sim, leitor, é uma característica de negro. Porém, é vista como atraente quando – excepcionalmente - em pessoa branca.   É o caso de alguns artistas brancos de lábios grossos. O chamado na gíria de “bocão”, visto como sensual em brancos.

E, em negro? Percebe-se que muitos padrões “mentais” de belo / feio são impostos tanto a brancos quanto a negros. E que a maioria das pessoas os assimilam inconsciente, sem questioná-los. Elas apenas sentem que aquele é o padrão. Mas, não têm consciência de que aquilo lhes foi meticulosamente imposto.

Quando uma cultura é racista, muitas vezes, o que torna difícil de discernir o RACISMO é que: não é A ou B que é racista e sim o “caldo cultural”.  Este envolve a todos.

Veja um exemplo extraído de outro aspecto cultural, mas que é propício: Numa sociedade machista, não é o homem que é machista; o comportamento do povo se submete à cultura machista. O comportamento machista é visto por: homens, mulheres e crianças como a “única saída”. É o que eles conhecem; é simplesmente a maneira de se viver aprendida dentro daquele “caldo cultural”. Isso não significa que realmente não haja saída. A saída passa pela conscientização.

Certa vez, uma senhora moradora de região onde a cultura tem predomínio do machismo. Buscou ajuda (aconselhamento especializado) porque seus dois filhos: um menino e uma menina, ainda pequenos, estavam tratando-a com desprezo. Ela tinha bom relacionamento com o marido e ambos procuravam educar os filhos com carinho e respeito.  Assustada, relatou ao conselheiro a atitude dos filhos.  Logo ficou claro que o comportamento dos filhos era assimilação da cultura local. Mesmo que o pai, excepcionalmente, não tinha aquele comportamento de desprezo por sua mãe, eles tinham assimilado do “caldo culturalque aquela deveria ser a maneira padrão de se tratar uma mulher. A menina não tinha maturidade para entender que o mesmo tratamento dado à mãe seria dado a ela. Ela apenas estava repercutindo o padrão de comportamento diluído na cultura.

Por concepção da palavra não se pode declarar que o negro seja racista em relação a si próprio. Mas, sim que: o sistema cultural o induz a assimilar, aceitar e até ter por verdade, padrões culturais que o discrimine.

No Brasil estas características são ainda mais significativas porque não há definição clara que sirva de parâmetro: Não há definição clara de quem seja negro,  quem seja racista ou não. E, até mesmo do que seja racismo. Então, é como se o “racismo” fosse: Um “limo” com vida própria que envolvesse a todos.

Um dos principais ingredientes que poderá limpar esse “limo” é o CONHECIMENTO. Ele não é o bastante para solucionar todo o problema. Mas, a solução certamente passa por ele!

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